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Meu coração tem segredos que movem a solidão.
THEME FEITO POR VERSAIS.
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narniabxtches:

♔Vintage Utopia♔












Minhas noites tem sido perturbadoras, eu choro muito, mas não é um choro qualquer, é um choro doloroso. A cada lágrima que corre sob meu rosto tem alguma lembrança fixada, algum momento marcante e até sonhos jamais conquistados. Tudo vem acontecendo instantaneamente e meu frágil coração já não aguenta mais levar marteladas. Estou sensível, prestes a explodir a qualquer momento. E não é um tipo de explosão qualquer, é uma ardente, que mesmo sem querer atingiria muitos, e não é esse meu objetivo. Na verdade não tenho mais objetivos, estou sem esperanças para nada. Sempre que estou prestes a desmoronar de vez dou longos suspiros que me fazem se sentir melhor por um tempo, mas não por muito. Estou adiando, deixando levar, mas chega uma hora que cansa, cansa sofrer, cansa não ser importante, cansa não fazer falta. E acho que essa hora chegou.
Bruno Passos 


Sozinho posso te ver melhor, quando se vai o sol procuro o fio do seu cabelo no lençol. Baixei aquele filme que, cê disse que era bom e vi que nada é tão bom quando cê não ta aqui. Um dia sem você é triste, uma semana é maldade, um mês não existe, dou meus pulos, atravesso a cidade. Junto dinheiro pra financiar a viagem, uma bolacha, um salgadinho, 2 refri e a passagem. Já era, já fui, me espera amor, vou atrasar mais 10 minutos, parar pra te comprar uma flor. E to pronto, na melhor roupa que eu tenho, uma rosa na mão esquerda, na outra mão um cartão com desenho. Correndo pra rodoviária, o buso sai às 9:00, desculpa o cartão molhado, é que Novembro sempre chove à tarde. E hoje a chuva tá bolada, já me sentei, fiz minha oração, se Deus quiser nem pega nada, vai. To indo sentado, vendo as montanha, lembrando que quanto mais você me perde, mais vezes você me ganha. E aquela briga ontem foi foda, eu não queria te dizer, que eu não queria ter você, mas eu queria que você soubesse que eu me importo e que eu sinto que essa chuva é o reflexo do estado do meu corpo. E foi pensando nisso que me joguei pra cá, pra ver se quando eu te encontrar eu faço essa chuva parar. Será que isso é possível? Eu sonhador demais, na entranha dor demais, essa estranha dor é mais do que saudade, é como uma necessidade, de poder ter a certeza que não era verdade o que você disse por telefone, que tava na hora de eu te provar que podia ser o seu homem. Que um menino que nem pode sustentar um lar, nunca seria bom o suficiente pra tu casar. Foi pensando nisso que eu entrei nesse busão, mas talvez eu seja só um menino com uma rosa na mão. E eu te ligo no celular, te avisando que eu tô indo, e te pedindo pra ir lá par me esperar, mas você que nunca disse que me ama, mais uma vez desliga sem dizer, se arruma e vai pra cama. Tudo bem, dorme bem amor, te amo, quando acordar passa perfume que o seu homem tá chegando, vai. A cada segundo a chuva aumenta, nessa poltrona, a cada minuto que eu durmo, eu acordo quarenta. Janela embaçada, tampando minha visão, eu fecho os olhos e praticamente sinto sua respiração. É como o silêncio do meu quarto sem você, culpa dessa distância que me impede de te ver. Me impede de provar que te mereço, e te mostrar que o dinheiro tá pouco, mas que a alegria não tem preço. E eu pensando em você nesse momento, aproveito o tempo, pra treinar o pedido de casamento. Depois da briga, acordei cedo, peguei toda economia e comprei a aliança em segredo. Juntei moeda por moeda, pra poder tá aqui, pra mostrar que um menino pode te fazer sorrir. Te sentir mais uma vez, sentir por uma vez, que achar que eu sou teu sonho não é uma insensatez. Mas pera aí, eu ouço um barulho, o que que tá pegando, a aliança caiu do meu bolso, tudo balançando. Quem tá gritando? Por quê ta girando? Alguém sabe? Tento chamar seu nome, mas minha boca nem abre. Barulho de chuva, pneu, escuridão, lembrar seu rosto se tornou a última opção. Agarro forte a rosa na lama, menino ou homem você me deixou partir sem dizer que me ama. Eu não pensei que fosse pra tão longe essa viagem, toca o celular é você me mandando mensagem, eu preso nas ferragem sem me mexer, sei que você me escreveu mas fecho os olhos sem saber o quê.
Projota.  


A gente não faz ideia de como mudou até que a mudança já tenha acontecido.
O Diário de Anne Frank.    


Quantas vezes tentaram adivinhar o que sentíamos, e erraram. Julgaram nossas ações, e erraram. Tiveram certeza sobre nossos propósitos, erraram. O que somos de verdade e o que queremos de fato, só nós sabemos. Só nós.
Martha Medeiros.


Você foi embora. Pensei em gritar teu nome o mais alto possível e te pedir pra que você ficasse, pensei em te ligar dizendo que sinto sua falta, e que não consigo viver sem você. Pensei em implorar pra você ficar, mas não. Eu também fui embora. Isso não significa que não te amo mais, nem que não vou sentir a tua falta.
Fernanda G. 


Imagino se não são meus olhos os responsáveis por todos os movimentos, por todos os sentimentos e por toda a discórdia, por toda a disparidade. Pisco-os no escuro parcial, interrompido apenas pela luz da minha vela, pela fumaça do meu incenso. (Sim, os sentidos confundem-se). Pisco-os e sinto-me piscar. Meus olhos escuros, delineados, catastróficos. Imagino se não é meu peito, minha ousadia, meu instinto. Reviro-os, reviro-me. Quase soa como culpa. Tic. Tac. Ressoa. Passam-se as horas e esse silêncio insone não acalma. Nunca acalma. Porque dói, dói quando é muito clara a percepção de que busco a beleza até nos detalhes mais sórdidos. De que busco a beleza especialmente, especialmente nos detalhes mais sórdidos. São duas horas, as sombras saltam, os monstros descobrem-se, os loucos se agitam. Eu sinto aromas adocicados, pelos quais sou responsável, em meio ao quarto abafado. Foram minhas mãos que riscaram o fósforo e levaram a chama à ponta do bastão de incenso. Foram minhas mãos que o cravaram no suporte, próximo à janela, entre as cortinas e a vela.
E se o escuro for apenas o escuro? Modificado pelos meus gestos.
E se o pó for apenas o pó? No qual desenho com a ponta do indicador, manchando minhas próprias digitais.
E se o resto for apenas o resto? Onde busco alguma salvação.
Não se resumiria tudo ao meu interior, ao meu interior e essa necessidade de se impôr? Coisa de gente atrevida. Intervir no tédio até ser capaz de arrancar algo de belo.
O meu íntimo contradiz? E é só isto? Uma contradição?
— Claudia Calado.   


O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.
Charles Bukowski. 


Observe as atitudes, porque palavras bonitas qualquer um pode te dizer a qualquer momento.
Gramaticas.